Workshop | Disciplina e Limites: alternativas aos gritos e às birras dos Pais!

31 Out

WORKSHOP

Workshop Disciplina e Limites: alternativas aos gritos e às birras dos pais!

OBJECTIVOS

  • Identificar situações potenciadoras de stress;
  • Encontrar formas alternativas de lidar com as situações geradoras de stress;
  • Encontrar formas que se adequem à sua própria realidade de gerir as “horas venenosas” na sua família;
  • Construir um plano prático e exequível para tornar os seus finais de dia em família mais descontraídos;
  • Sentir uma maior disponibilidade para ver e apreciar os seus sucessos como pais e mães.

Data de Realização
12 Novembro 2014

Duração
18h30 às 20h30

Local
Estoril

Preço
35€ por pessoa

 

Para mais informações sobre o Workshop, clique aqui.

 

Bolsa de Emprego #221: Monitor(a) Comunidade Terapêutica

30 Out

Anúncio:

A Associação Dianova Portugal é uma organização da sociedade civil de utilidade pública especializada na prevenção, tratamento e reinserção a nível das toxicodependências, em desenvolvimento sócio-comunitário, na inclusão social, no apoio psicossocial, e na formação e capacitação de Pessoas e Organizações.

Descrição da função:
*Dinamizar grupos de utentes e acompanhar as suas actividades diárias, numa perspectiva terapêutica e pedagógica, integrado numa Equipa Multidisciplinar.

Local:
*Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas,
Monte Redondo – Torres Vedras.

Perfil do candidato:
* Formação Académica Superior nas áreas sociais (preferencialmente)
* Aptidão para actividades ocupacionais, criatividade e iniciativa;
* Conhecimentos de Inglês e informática na óptica do utilizador;
* Facilidade no Relacionamento Interpessoal e gosto pelo trabalho em equipa;
* Forte sentido de responsabilidade e capacidade de gestão do stress.
* Polivalência e Resiliência

Oferta:
*Integração numa Equipa dinâmica e empreendedora;
*Oportunidade de participação em desafiantes projectos da Economia Social e Solidária.

Enviar CV detalhado e carta de motivação para:


indicando a referência GP02CT14

Ver Oferta de Emprego: http://www.net-empregos.com/detalhe_anuncio_livre.asp?REF=2228331#.VFIezTSsXQg#ixzz3HctlrYqx
http://www.net-empregos.com – O maior site português de ofertas de emprego

Seminário de Reflexão sobre Violência Doméstica

30 Out

O “SEMINÁRIO DE REFLEXÃO SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA” nasce com o objetivo de congregar um conjunto de Profissionais ligados à temática da Violência Doméstica, oferencendo aos participantes a possibilidade de escutarem reflexões sobre a mesma. Este é um evento promovido pela FISOOT, no âmbito do “SER IGUAL II” – um projeto de apoio a Mulheres Vítimas de violência doméstica e em função do género…

Para mais informações sobre o Seminário, clique aqui.

Workshop | A Sexualidade das Pessoas com Necessidades Especiais: Conhecer e Intervir

29 Out

 

Fica a sugestão para todos (as) os (as) que têm interesse no tema…
Informações/inscrições em www.newschool.pt ou através do e-mail cursos@newschool.pt ou os telefones 223 234 193 ou 918 070 404.

 

Planos de Intervenção Psicológica na Infância

27 Out

 

Curso de Educação Parental ♥ Porto! | Não perca esta fantástica oportunidade em Outubro, no Porto!

26 Out

Liliane Gonçalves:

Educação Parental | Porto | Novembro
O Curso de Educação Parental está direccionado a técnicos que trabalhem ou pretendam trabalhar directamente com famílias.
Permite um contacto com os diversos programas nacionais e internacionais, assim como dá aos formandos toda a informação necessária para implementar, motivar e reter positivamente famílias neste formato de intervenção.
É dado aos formandos todo o material necessário para no dia seguinte, colocarem mãos à obra e começarem o seu primeiro grupo de pais.

Originally posted on Psicólogos e Psicologias:

DESTINATÁRIOS:

  • Técnicos a desempenhar funções com famílias;
  • Técnicos a desempenhar funções em CPCJ;
  • Técnicos a desempenhar funções em CLDS;
  • Técnicos a desempenhar funções em ONG’S;
  • Técnicos a desempenhar funções em Autarquias;
  • Técnicos a desempenhar funções em Instituições de Apoio à família;
  • Preferencialmente de área de formação em:
    • Psicologia;
    • Sociologia;
    • Educação (Infância, Social);
    • Serviço Social;
    • Enfermagem;
    • Psicopedagogia;
    • Ciências da Educação;

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS:

  • Família;
  • Alianças, espaços, figuras de referência, valores, etc;
  • Educação Familiar;
    • Organizar sessões individuais / pequenos grupos / grandes grupos;
  • Educação Parental;
  • Gestão de cursos/grupos de educação parental;
  • Programas de Educação Parental;
  • Atelier de construção de material pedagógico/didáctico;

LOCAL:

  • PORTO

CALENDARIZAÇÃO E HORÁRIO:

  • 20, 21 e 22 de OUTUBRO de 2014.

Acredito que não vai querer perder esta formação! Já fiz e recomendo! Muito prática, muito útil! Para mais informaçõesclique aqui.

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Notícia | Carlos ficou três meses num manicómio onde só ele não estava doido…

25 Out
Reportagem i
Carlos ficou três meses num manicómio onde só ele não estava doido…
Por Carlos Diogo Santos
publicado em 23 Out 2014
A família não queria que passasse tanto tempo à frente do computador. E foi internado sem ser visto nem ouvido

Carlos abriu os olhos naquela segunda-feira e era o único que não estava louco. Percorreu os corredores da ala psiquiátrica do Hospital Egas Moniz e tentou explicar aos médicos que tudo não passava de um engano. Que nunca deixara de ser o informático, que fazia jogos para grandes empresas europeias. Naquele dia, como nos meses seguintes, ouviu invariavelmente o que não queria: “Uma das características da sua psicopatologia é não ter noção do seu problema. Precisa ficar aqui para se tratar”. 

Durante quase três meses, Carlos acabaria sempre estas conversas a tentar reconstruir os últimos anos. Lembrava-se das discussões que tivera com o pai sobre o seu estado de saúde, mas nenhum dos argumentos que a família lhe tinha apresentado justificavam que quatro agentes da PSP o tivessem ido buscar a casa no domingo com um mandado de condução ao hospital. 

Acabara de almoçar e ia sentar em frente ao computador para adiantar os trabalhos que tinham um prazo mais apertado. A dificuldade de fazer projectos para várias empresas era passar os dias de volta do monitor e do teclado. Cada vez tinha menos tempo para os amigos. Quase nunca pensara nisso, mas agora tinha tempo para fazer um balanço do que tinha corrido bem e do que não repetiria. 

O que é que tinha feito para estar ali, medicado com antipsicóticos injectáveis e sedativos? As paredes frias e as camas de ferro não o ajudavam a encontrar uma resposta. E não era só ele a dizer que não tinha qualquer psicopatologia. A médica que o recebeu no Hospital de São José, em Lisboa, também não encontrou nenhum sinal relevante: “Durante a entrevista não foi possível evidenciar qualquer aspecto compatível com psicopatologia à excepção de um certo secretismo, inconsistência ligeiras que tentava obviar reiterando a veracidade dos factos por ele vivenciadas denotando alguma tensão”. No entanto, a psiquiatra Anabela A. Barbosa escreveu na ficha de urgência que procedeu ao seu internamento com base numa entrevista aos pais e no que o paciente escrevia no Facebook. 

A decisão deixou tranquilo o pai que não concordava com o rumo que o filho seguia. Desde que Carlos decidiu há um ano separar-se da mulher, passava ainda mais tempo ao computador do que com amigos, levando muitos a especular sobre a possibilidade de com 41 anos estar a desenvolver a esquizofrenia paranóide do seu avô paterno. Nunca deu ouvidos ao que lhe diziam. Não via qualquer sentido nessas preocupações, uma vez que vivia de forma independente e dizia-se integrado socialmente. 

A cunhada, médica no Serviço Nacional de Saúde, terá sido um elemento importante em todo o processo de internamento compulsivo. A médica que faz a primeira informação clínica para servir de base ao seu internamento é clara: O doente não foi visto, mas os relatos da família são “dignos de credibilidade (cunhada é colega)”. 

Formalmente tudo começou no dia 11 de Outubro de 2013. Sem ver o doente, a médica Maria Madalena Serra escreve preto no branco na informação clínica que se trata de uma “patologia delirante em grande tempo de evolução sem qualquer tipo de tratamento”. Termina referindo que considera ser importante o seu internamento. 

Duas horas depois, a delegada de Saúde já estava a emitir um mandado para condução urgente ao hospital por existir uma “deterioração aguda do seu estado de saúde”. Neste documento, novamente sem ser visto nem ouvido, Carlos passa a ser “portador de anomalia psíquica”. 

Longe do que se passava no Hospital de São Francisco Xavier e nos alertas das autoridades de saúde, ocupava os dias a fazer o mesmo de sempre. Distraía-se horas a fio à frente do computador, em trabalho, e tentava ultrapassar alguns problemas que tinham surgido com o fim da relação, de que tem uma filha. 

No registo interno do Hospital Egas Moniz viria a constar que dias antes “terá chamado os pais a sua casa para lhes dizer que queria ir a tribunal provar que não era doido e que todos os outros estavam errados.” Esta atitude e uma suposta “incompatibilização” com alguns familiares foi o que os levou a “accionarem o processo de condução ao Serviço de Urgência Psiquiátrica” 

VAMOS AO MÉDICO? “Boa tarde, temos um mandado e o senhor tem de nos acompanhar”. A surpresa de ver quatro agentes da PSP à sua porta foi a de quem não tem cadastro: “Boa tarde, desculpe, mas por que motivo?” 

No caminho para o Hospital de São José os nervos não lhe tiravam a esperança de que a sua verdade haveria de ser confirmada por uma avaliação clínica. O que acabou por acontecer. A médica não detectou nada que evidenciasse qualquer psicopatologia, mas de pouco serviu o que Carlos achava ou a análise da médica. Foi transferido às 19h20 de domingo para o Hospital Egas Moniz. 

“A partir da entrevista com os pais realça-se, por parte dos mesmos, comportamentos compatíveis com ideação persecutória persistente dirigidas aos pais, associados a publicações no Facebook”, justificou a psiquiatra a sua decisão de transferir o doente para internamento. 

Após entrar no Egas Moniz, os problemas aumentaram. O informático ficou sem acesso a computador, tablet ou telemóvel. A médica que o acompanhou inicialmente foi, sem ele saber, a mesma que dias antes fizera a informação clínica com base na descrição da cunhada. 

Entre o sono dos medicamento e a consciência do filme em que estava metido, Carlos começa a tentar na justiça reverter tudo o que lhe acontecera. O advogado oficioso pediu um  habeas  corpus, ou seja, a libertação imediata, mas não foi deferido. “É difícil nestas situações os tribunais irem contra aquilo que é o diagnóstico de um médico, não se arisca por norma”, explicou ao  i fonte judicial. Pode ter sido esse motivo ou não. 

Já que tinha de ficar, Carlos tentou refugiar-se nos livros – mas esbarrou com a proibição de ler qualquer obra que não estivesse na biblioteca do hospital. Quis avançar com os vários projectos que continuavam em marcha durante as visitas de amigos e colegas, mas a cada dia que passava estava mais quebrado pela medicação. 

Ao início ainda tentou lutar contra isso sem os médicos saberem, mas depressa foi apanhado. Em documentos internos a que o  i teve acesso, os médicos dizem que o doente “iniciou tratamento com antipsicóticos orais, o que se revelou ineficaz devido às manobras evasivas do doente (ocultação da medicação, eliminação dos comprimidos na sanita ou no lixo, etc.)”. Adiantam ainda que para contornar essa situação “iniciou-se tratamento com antipsicótico intra-muscular em Depot”. 

NOVO ADVOGADO Este processo começou com informação de familiares, mas Carlos contou sempre com o apoio dos amigos para encontrar um advogado que pudesse tratar o seu caso com mais atenção que o do Estado. “Não que houvesse qualquer incompatibilidade entre ambos”, contou fonte próxima do processo. Mas, até isso se virou contra si. Em documentos consultados, os médicos justificam a mudança de advogado com “a doença” e referem que Carlos o fez por considerar que o advogado do Estado estava feito com a sua família. 

“Foi-lhe nomeado um advogado que o doente recusa por o incluir na sua esfera delirante”, lê-se, por exemplo, na alta hospitalar de 19 de Dezembro – dia da primeira vitória de Carlos. Na nota interna, continua a ser rotulado como um doente com “perturbação delirante”, mas passa a poder fazer o tratamento em casa, tendo de comparecer de 15 em 15 dias. 

A saída do Egas Moniz acontece quando já começava a duvidar de que o errado em toda esta história era ele, de que se calhar estava doente e não se apercebia. Debaixo daquelas doses de Carbamazepina, Olanzapina, Risperdal e Lorazepam tudo era uma dúvida, mas ver os portões do hospital para trás serviu de alento para lutar pela sua verdade. 

Com a saída, a medicação foi sendo diminuída. E é já em Abril, cinco meses depois de ser internado, que um relatório de avaliação psiquiátrica revelou que, apesar da diminuição da dosagem, não se registava qualquer alteração no seu comportamento. 

Este relatório que foi pedido ao juízo médio de Instrução Criminal da Comarca da Grande Lisboa Noroeste – Sintra em Dezembro, quando Carlos saíra em regime ambulatório, chegara alguns meses depois mas não deixava margem para dúvidas: não estava doente. 

Ainda que não apresentasse sinais de psicopatologia, os meses que passou sob medicação, o facto de ter sido contrariado sempre que dizia estar a ser vítima de um erro deixaram sequelas. O informático de 41 anos passou por um estado clínico de depressão e desde que teve alta que é seguido no hospital da sua área de residência para minimizar as sequelas. 

DECISÃO DO TRIBUNAL Não foi porém a avaliação de médicos independentes que trouxe algum descanso, mas sim o reconhecimento da justiça de que afinal não estava louco. Em Junho, com uma rotina quase normal e cada vez mais desligado da família – que insistia na sua alegada doença -, Carlos viu a Comarca de Lisboa Noroeste reconhecer a sua saúde mental. “Verifica-se, por um lado, que nesta data não há traços de surto psicótico no internando [que de acordo com o médico assistente terá sido remido], sendo certo que [...] não se identifica [...] uma concreta situação de perigo para bens jurídicos próprios ou alheios”. 

A juíza assegura ainda não estarem “reunidos os pressupostos para a manutenção do tratamento compulsivo em regime ambulatório do internando ou de internamento compulsivo do mesmo”. E conclui: “Determino a sua cessação sem prejuízo de tratamento voluntário”. 

Desde o início que a defesa sustentava que “houve vários direitos de Carlos negados neste processo”. Agora que o caso chegou ao fim, explicou Pedro Silva Lopes ,  não foram tidos em conta o “direito constitucional à liberdade, o direito à integridade pessoal, nem o direito da personalidade”. Num encontro em Cascais, o advogado explicou ainda ao  i que todo este processo deixou marcas no seu cliente que não serão curadas apenas com o apuramento da verdade. 

Carlos já conseguiu refazer parte da sua velha vida, esteve já presente em eventos nos Estados Unidos da América para divulgar alguns projectos informáticos, mas ainda há muito para recuperar. Ele não quer ficar por aqui, quer saber quem é que foi na conversa dos pais e conseguiu o que só em situações limite se faz em Portugal: um internamento compulsivo sem sequer ver o doente.

Ver fonte do artigo no Jornal i, clicando aqui.

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